A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NO TRATAMENTO DO PACIENTE DIABÉTICO

Por: Profa. MSc. Andréa Santana de Brito - Farmacêutica do Protocolo clínico do Município de Barueri, Mestre em Ciências da Tecnologia da Sustentabilidade, Especialista em Farmacologia e Farmácia clínica, Especialista em Farmácia magistral, ortomolecular e estética.



Você sabia que o Diabetes mellitus (DM) faz parte das doenças epidêmicas não transmissíveis com maiores taxas de mortalidade no mundo? E que o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de países com maior número de casos da doença, chegando a mais de 16,6 milhões de pessoas diagnosticadas até o final de 2020?


Esta doença que atinge tantas pessoas é definida como um conjunto de alterações metabólicas caracterizada por níveis elevados de glicemia, decorrentes da deficiência na produção de insulina ou de sua ação, levando a complicações a longo prazo e risco aumentado para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, oculares, renais e neurológicas, resultando em altos custos com hospitalizações e redução na qualidade de vida.


O DM do tipo 2 (DM2) representa cerca de 90% dos casos de DM e caracteriza-se como uma doença de etiologia multifatorial, associada à predisposição genética, idade, excesso de peso, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Pelo fato de o DM2 estar associado a maiores taxas de hospitalizações e de utilização dos serviços de saúde, elevada incidência de doenças cardiovasculares e doenças cerebrovasculares, pode-se entender a importância do acompanhamento farmacoterapêutico desses pacientes no qual o farmacêutico desempenha papel primordial.


O tratamento farmacológico do DM2 iniciado de forma precoce está associado a melhores resultados no controle glicêmico e à redução das complicações em longo prazo, quando associado a uma alimentação saudável, prática de atividade física regular e um bom monitoramento do controle glicêmico. Sendo assim, na equipe multiprofissional, o farmacêutico tem papel relevante no cuidado do paciente com DM, pois ele acompanhará os resultados do tratamento, orientará este paciente quanto ao uso correto do aparelho de monitoramento de glicemia, e ainda orientará quanto ao uso de hipoglicemiantes orais, e quanto a aplicação e conservação de insulina. Neste sentido, vale destacar a importância da comunicação com o paciente sobre o uso dos medicamentos, sobretudo, assegurando-lhes o pleno entendimento sobre sua doença e a importância da adesão ao tratamento.


Para isto, o farmacêutico pode criar técnicas posológicas para o uso correto dos medicamentos, organizando os horários e criando fichas de controle tanto para os medicamentos como para os níveis glicêmicos diários, e ainda, atuar na educação da população com palestras e campanhas. Enfim, é possível concluir que o profissional farmacêutico tem condições de acompanhar os resultados do tratamento terapêutico dos pacientes diabéticos sendo essencial no controle da doença evitando, assim, complicações e hospitalizações.


HEALS EDUCAÇÃO,

MANTENDO VOCÊ SEMPRE MUITO BEM INFORMADO!


Referências


ALMEIDA, N.M.; BELFORT, I.K.P.; MONTEIRO, S.C.M. Cuidado farmacêutico a um portador de diabetes: relato de experiência. Santa Maria, v. 43, n.3, p. 1-9, set./dez. 2017


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e insumos estratégicos em saúde. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovações em Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: Diabete melito tipo 2 – Brasília: Ministério da Saúde, 2020. 128 p.


FRANCO, M.C.S; JESUS, F.M.; ABREU,C.R.C. Papel do farmacêutico no controle glicêmico do paciente diabético. Revista JRG de Estudos Acadêmicos. Ano III (2020), volume III, n.7. jul./dez. 2020.

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