ANSIEDADE MATERNA AFETA O CÉREBRO DO BEBÊ.




A ansiedade nas mães durante a gestação parece afetar o curso do desenvolvimento cerebral em seus fetos, alterando a conectividade neural no útero, sugere um novo estudo de pesquisadores do Hospital Nacional infantil. Os achados, publicados em 7 de dezembro de 2020, na JAMA Open Network, poderiam ajudar a explicar as ligações entre ansiedade materna e distúrbios neurodesenvolvimentos em seus filhos e sugerem uma necessidade urgente de intervenções para diagnosticar e diminuir o estresse materno.


Pesquisadores têm demonstrado que o estresse, ansiedade ou depressão em gestantes está associado não apenas a desfechos obstétricos ruins, mas também problemas sociais, emocionais e comportamentais em seus filhos. Embora o ambiente de cuidado após o nascimento complica a busca por causas, imagens pós-natais mostrando diferenças significativas na anatomia cerebral sugerem que esses problemas podem se originar durante a gestação. No entanto, faltam evidências diretas para esse fenômeno, diz Catherine Limperopoulos, Ph.D., diretora do Instituto do Cérebro Em Desenvolvimento da Children's National.


Para ajudar a determinar onde essas alterações neurológicas podem começar, a Dra. Limperopoulos, juntamente com a cientista Josepheen De Asis-Cruz, M.D., Ph.D., e colegas usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional de estado de repouso (RS-FMRI) para sondar o desenvolvimento de circuitos neurais em fetos em diferentes estágios de desenvolvimento no final do segundo e terceiro trimestre.


Os pesquisadores recrutaram 50 voluntárias grávidas saudáveis de clínicas de pré-natal de baixo risco na área de Washington, D.C. Essas participantes do estudo, abrangendo entre 24 e 39 semanas em suas gestações, cada uma preencheu questionários para triagem de estresse, ansiedade e depressão. Em seguida, cada uma foi submetida a exames cerebrais de seus fetos que mostraram conexões entre áreas discretas que formam circuitos.

Após analisar os resultados do RS-FMRI para seus fetos, os pesquisadores descobriram que aquelas com escores mais elevados para qualquer forma de ansiedade eram mais propensas a carregar fetos com conexões mais fortes entre as áreas do tronco cerebral, áreas importantes para habilidades de excitação.


"Esses achados estão praticamente em consonância com estudos anteriores que mostram distúrbios em conexões relatadas nos anos e décadas após o nascimento de crianças nascidas de mulheres com ansiedade", diz a Dra. De Asis-Cruz. "Isso sugere uma forma de programação fetal alterada, onde as redes cerebrais são alteradas por essa ansiedade elevada mesmo antes dos bebês nascerem."


Ainda não está claro se esses efeitos durante a gestação permanecem ou são influenciados pelo pós-natal, acrescenta o Dr. Limperopoulos. Outros estudos serão necessários para acompanhar as crianças com essas diferenças fetais na conectividade neural para determinar se essas variações no desenvolvimento de circuitos neurais podem prever problemas futuros.


Além disso, não se sabe se aliviar o estresse materno e a ansiedade pode evitar ou reverter essas diferenças cerebrais. Dra. Limperopoulos e seus colegas estão atualmente estudando se intervenções que reduzem o estresse podem alterar a trajetória do desenvolvimento neural fetal. Esses achados enfatizam a importância de garantir que as gestantes tenham apoio para problemas de saúde mental, o que ajuda a garantir a saúde atual e futura para mães e bebês.


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LINK PARA O ESTUDO ORIGINAL: Maternal Anxiety Affects the Fetal Brain - Neuroscience News

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