Atualização das diretrizes da sociedade de doenças infecciosas da América para COVID-19.



A Infectious Diseases Society o f America publicou no último dia 11/06 (e atualizou em 22/06) suas diretrizes para tratamento e manejo de pacientes com Covid-19. O painel de especialista avaliou as evidências na literatura recente, sobre as possiblidades de tratamento, benefícios e riscos, associados a diversos medicamentos como Remdesivir, Antiretrovirais, Cloroquina/HCQ, Azitromicina, Oseltamivir, Corticoides, AINES e a situação de pacientes em uso de IECAs e BRAs.


Apontamos aqui algumas das recomendações da Diretriz atualizada, focando em alguns medicamentos mais próximos de nossa realidade brasileira, optando por não mencionar as terapias com plasma de convalescentes, imunoglobulinas e ARV. O acesso à diretriz pode ser feito pelo link https://www.idsociety.org/practice-guideline/covid-19-guideline-treatment-and-management/


RESUMO


a) Hidroxicloroquina: continua não havendo evidência de seu benefício, por isso o painel de especialistas não recomenda seu uso. Exceto em ensaios clínicos.


b) Hidroxicloroquina + Azitromicina: A azitromicina, amplamente utilizada como agente antibacteriano, demonstrou ter atividade antiviral in vitro contra vários vírus. Embora o mecanismo exato da atividade antiviral seja desconhecido, os possíveis mecanismos incluem a inibição da endocitose, limitando a replicação viral e a capacidade de induzir respostas de interferon. Apesar disso, o painel sugere que não seja usada a associação devido ao possível aumento de toxicidade, exceto em ensaios clínicos.


c) Corticoides: Entre os pacientes que foram admitidos no hospital com pneumonia por COVID-19, o painel de diretrizes da IDSA sugere contra o uso de corticosteróides. Entre os pacientes que foram admitidos no hospital com SDRA devido ao COVID-19, o painel de diretrizes da IDSA recomenda o uso de corticosteróides no contexto de um ensaio clínico. Os especialistas aguardam a publicação formal do estudo RECOVERY para possível recomendação de dexamesatona em pacientes hospitalizados.


d) Oseltamivir: é um inibidor da neuraminidase usado para profilaxia e tratamento da gripe. Dada a sua especificidade para uma enzima não encontrada nos coronavírus, não está claro qual seria o mecanismo de ação contra o COVID-19. Tem sido usado apenas em combinações com outras drogas, sem se conhecer seu benefício. Nenhum dos ensaios ou relatos de caso examinou o oseltamivir como monoterapia.


e) AINES: No cenário de pneumonia bacteriana, os AINEs podem prejudicar o recrutamento de células polimorfonucleares, resultando em resposta inflamatória tardia e resolução da infecção, no entanto, uma relação causal não foi estabelecida. Na infecção viral, não há conclusões sobre seu benefício ou risco.


f) IECAs e BRAs: Como os medicamentos podem aumentar a expressão da ECA2, surgiu a possibilidade de que esses medicamentos aumentem a probabilidade de adquirir SARS-CoV-2 ou exacerbem o curso do COVID-19. Até o momento, no entanto, não existem dados clínicos para apoiar essa preocupação hipotética. Por esse motivo, a American Heart Association, a Heart Failure Society of America e o American College of Cardiology recomendam que os inibidores da ECA ou BRA sejam continuados em pessoas que têm uma indicação para esses medicamentos.

Em suas conclusões, o painel de especialista aponta: “Nos casos em que o painel não conseguiu determinar se os benefícios superam os danos, é ético e prudente inscrever pacientes com COVID-19 em ensaios clínicos, em vez de usar terapias clinicamente não comprovadas”.

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