AUMENTA A PREVALÊNCIA DE DIABETES NOS EUA. E NO BRASIL, COMO ESTAMOS?



Em um estudo recente, publicado em agosto pelo JAMA, com base em dados representativos nacionalmente de 28.143 adultos norte-americanos, participantes da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição (NHANES), a prevalência estimada de diabetes aumentou significativamente entre 1999-2000 (estimada em 9,8%) e 2017-2018 (estimada em 14,2%), e apenas 21% dos adultos com diabetes diagnosticado atingiram todas as metas de controle de fatores de risco em 2015-2018.


A prevalência estimada de diabetes por idade, foi significativamente maior em adultos mais jovens, adultos que se identificam como membro de um grupo de minorias raciais ou étnicas do que adultos brancos não hispânicos, pessoas com nível de escolaridade mais baixo, e pessoas com maior índice de massa corporal e faixa de circunferência da cintura. Não foi identificada diferença significativa por gênero.


Os fatores de risco considerados foram: pressão arterial igual ou inferior a 130/80mmHg, Hb glicada igual ou inferior a 6,5% e níveis de LDL inferior a 100mg/dL. A maioria dos participantes do estudo conseguiu melhorar um ou dois desses fatores, mas apenas 21% conseguiram melhorar os 3 fatores.


Os autores do estudo discutem que, apesar do manejo farmacológico do diabetes ter se tornado mais fácil nas duas últimas décadas, ainda assim os desafios residem na concepção de abordagens personalizadas eficazes para melhorar a adesão a medicamentos e comportamentos saudáveis de estilo de vida, além de fornecer acesso e recursos necessários aos cuidados de saúde, educação e autogestão para melhorar a adesão e manter a adesão alcançada.


No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, publicados em 1988, A média nacional, baseada em 9 capitais, foi de 7,6%, variando de 5,2% em Brasília e 9,7% em São Paulo. Os números apresentam controvérsias, segundo as metodologias. Dados da pesquisa VIGITEL Brasil 2016 apontam um crescimento de 5,5% (2006) para 8,9% (2016). Entre a população com 65 anos ou mais, esse número atinge 27%.


Já uma pesquisa realizada por Malta e colaboradores, publicada em 2019 na Revista Brasileira de Epidemiologia, analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2014-2015 sobre os resultados laboratoriais de 8.500 exames de Hemoglobina glicada. Os autores apontam que a prevalência de diabetes, segundo diferentes critérios pode variar 6,6 a 9,4%; e a hiperglicemia intermediária, ou pré-diabetes, de 6,8 a 16,9%.


Admitindo que o diabetes esteja aumentando em nosso país, assim como nos EUA, entendemos que a atuação do farmacêutico no acompanhamento do paciente diabético, seja em sua farmacoterapia ou na educação em saúde, é essencial para melhorar a adesão aos tratamentos e aumentar a qualidade de vida. Capacitar-se para prestar esses cuidados é uma ótima estratégia de crescimento profissional.


HEALS EDUCAÇÃO,

MANTENDO VOCÊ SEMPRE MUITO BEM INFORMADO!


Referências:

Tendências na Prevalência de Diabetes e Controle de Fatores de Risco em Diabetes Entre adultos dos EUA, 1999-2018 | | de cardiologia | JAMA Rede JAMA (jamanetwork.com)


SciELO - Brasil - Prevalência de diabetes <i>mellitus</i> determinada pela hemoglobina glicada na população adulta brasileira, Pesquisa Nacional de Saúde Prevalência de diabetes <i>mellitus</i> determinada pela hemoglobina glicada na população adulta brasileira, Pesquisa Nacional de Saúde



5 visualizações0 comentário