COVID-19 E USO DE MÁSCARAS PELA POPULAÇÃO EM GERAL: PESQUISADORES E INSTITUIÇÕES DIVERGEM.



Todos os dias surgem notícias de órgãos governamentais, de institutos de pesquisas e publicações diversas apontando o uso de máscaras pela população, como medida eficaz para diminuir a contaminação pelo SARS-Cov2, vírus responsável pela pandemia de Covid-19, que tem deixado o mundo abalado.


Até a semana passada, a OMS, o Ministério da Saúde no Brasil e o CDC, nos Estados Unidos, entre outros órgãos de saúde, defendiam o uso de máscaras apenas pelos profissionais de saúde e pelos doentes, para que não disseminassem o vírus. No entanto, com o aumento de publicações em periódicos científicos defendendo que o uso de máscaras pela população pode ser uma estratégia útil no controle (ou redução da velocidade) de propagação da infecção, os órgãos governamentais começaram a mudar seu posicionamento.


O uso de máscara, no Brasil e nos Estados Unidos, em estabelecimentos comerciais, inclusive farmácias, foi inicialmente repelido pelos proprietários em seus empregados sob a alegação de que causaria desconforto aos clientes e os amedrontaria. Felizmente, prevaleceu o bom senso (com intervenção da justiça do trabalho em alguns estados) de que o EPI básico nesta situação – a máscara – deve ser usada pelos farmacêuticos e tendentes em geral.


Um vídeo que circula pelas redes sociais, oriundo da República Tcheca, informava que a população – além de isolamento social – adotou o uso de máscaras em larga escala, sendo essa a razão pela qual os índices de contaminação daquele país são menores. O movimento é chamado #Mask4all (máscaras para todos, em tradução livre). Veja o vídeo no link https://www.youtube.com/watch?v=HhNo_IOPOtU&feature=emb_logo


Na mesma direção, publicação cientifica da Universidade Maryland, nos EUA, aponta que em experimentos de laboratório, as máscaras reduziram significativamente a quantidade de vários vírus transmitidos pelo ar provenientes de pacientes infectados, medidos usando a máquina Gesundheit II de captação de respiração, desenvolvida pelo Dr. Donald Milton, professor de saúde ambiental aplicada na Universidade de Maryland School of Public Health e um autor sênior do estudo publicado em 3 de abril na revista Nature Medicine. (Veja o artigo original no link: https://www.nature.com/articles/s41591-020-0843-2)


Considerando que o paciente infectado, mesmo assintomático, é transmissor ativo de vírus, podemos supor que grande parcela da população poderia carregar o vírus e transmiti-lo livremente, caso não se observasse a quarentena, o isolamento social. Neste aspecto, o uso de máscaras por toda a população é uma estratégia bastante razoável.


Estudos anteriores mostraram que o coronavírus e outras infecções respiratórias são disseminados principalmente durante contato próximo, o que foi interpretado por alguns especialistas em doenças infecciosas como significando que a doença só poderia se espalhar por meio de contato e gotículas grandes, como tosse ou espirro - uma mensagem que muitas vezes foi compartilhada com o público.


Dr Donald Milton disse: "O que eles não entendem é que é apenas uma hipótese. O estudo atual (junto com os anteriores) mostra, por outro lado, que pequenas gotas em aerossol podem realmente se difundir no ar. Isso significa que pode ser possível contrair o COVID-19 não apenas com tosse, mas simplesmente inalando a respiração de alguém próximo que a possui, com ou sem sintomas. As máscaras cirúrgicas, no entanto, capturam grande parte do vírus em aerossol quando expirado”.


Uma ilustração tem corrido as redes sociais do mundo inteiro, sendo adaptada para vários idiomas. Originalmente, foi publicada nas redes sociais da Indústria Farmacêutica indiana Varsoy Healthcare (@varsoyhealthcare). Dias depois, devido ao intenso protesto de profissionais e pesquisadores, a imagem foi retirada da página. Mas ainda é possível encontrar os registros de manifestações (comentários) das pessoas, apontado o erro nos dados da figura. Há quem defenda a publicação também. Veja a imagem no link https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fr%2Fcoolguides%2Fcomments%2Ffu742c%2Fa_guide_on_mask_protection_efficiency%2F&psig=AOvVaw24jHNm3bXW3v5ux9ZUBCZy&ust=1586111822683000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIDfw5C1z-gCFQAAAAAdAAAAABAD


A discussão sobre o benefício do uso de máscaras em larga escala está longe de terminar. Outras pesquisas desestimulam seu uso na população, pois poderia dar a falsa impressão de que não é necessário o distanciamento social. E esse é, ainda, o principal meio de reduzir a velocidade de contágio. Pesquisa publicada pela Universidade de Minessota, EUA, desaconselha o uso de máscaras, exceto por profissionais e doentes. As pesquisadoras da Universidade de Illinois, Dra. Lisa Brosseau e Dra. Margaret Sietsema, declaram na conclusão de seu trabalho:

As máscaras de pano são ineficazes como controle de fonte e EPI, as máscaras cirúrgicas têm algum papel a desempenhar na prevenção de emissões de pacientes infectados, e os respiradores são a melhor escolha para proteger os profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha de frente, mas não são recomendados para o controle de fonte. Essas recomendações se aplicam a situações de pandemia ou não. Deixando de lado o fato de serem ineficazes, dizer ao público para usar pano ou máscaras cirúrgicas pode ser interpretado por alguns como significando que as pessoas são seguras para parar de se isolar em casa. “ Veja a pesquisa original no link https://www.cidrap.umn.edu/news-perspective/2020/04/commentary-masks-all-covid-19-not-based-sound-data.


Não há dúvida de que entre os fatores que levaram autoridades governamentais a desaconselhar uso de máscaras no início da pandemia estão:

1 - a insuficiência do artigo no mercado (elas devem estar reservadas, prioritariamente, para os profissionais de saúde)

2 – a falsa ideia de que é um recurso melhor que o isolamento social. Pessoas podem pensar que, desde que usem máscaras, podem voltar a circular livremente, fazer aglomerações, etc.


Nós defendemos que medidas de distanciamento social representam a melhor estratégia. Porém, encerramos esta publicação concordando o Dr. Donald Milton, da Universidade de Maryland: "Em tempos normais, diríamos que, se não foi mostrado estatisticamente significativo ou eficaz em estudos do mundo real, não o recomendamos. Mas no meio de uma pandemia, estamos desesperados. O pensamento é que, mesmo que diminua um pouco a transmissão, vale a pena tentar.


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