DOENÇA DE ALZHEIMER NÃO TEM CURA, MAS TEM TRATAMENTO



O mês de setembro é considerado como marco para a conscientização da Doença de Alzheimer. No dia 21 comemoramos o dia internacional do Alzheimer, sendo assim, este mês e nesta coluna, trarei muitas informações sobre esta doença neurodegenerativa que afeta principalmente os idosos.


Embora identificada em 1906 pelo neuropsiquiatra alemão Alois Alzheimer, a “doença peculiar dos neurônios do córtex central”, como foi inicialmente chamada, continua sendo um grande desafio para a ciência. A Doença de Alzheimer é a demência mais comum dentre todas as demências conhecidas. Trata-se de uma doença neurogenerativa, que causa a morte de neurônios em regiões bastante especificas do cérebro.


Manifesta-se principalmente após os 60 anos de idade, e conforme a idade aumenta as chances de ter a doença também serão maiores. Após os 80 anos a possibilidade de desenvolver doença de Alzheimer chega a 50%.


Estima-se que no Brasil, tenhamos 55 mil novos casos de Alzheimer todos os anos e o total de brasileiros com Alzheimer pode chegar a 2 milhões atualmente. Cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo têm Alzheimer, mas este número pode ser ainda maior, pois existem muitos casos não confirmados!


O diagnóstico é muito complexo, só deve ser feito por um médico especialista, geralmente o geriatra ou neurologista, e inclui exames de comportamento, sangue e/ou liquor e imagem (ressonância magnética).


Como dissemos, não há cura para a demência de Alzheimer, mas há tratamento, e quanto mais cedo for realizado, melhor!


Importante: quanto mais precoce o diagnóstico, melhores serão os resultados.


Os principais medicamentos usados no tratamento da doença de Alzheimer são os anticolinesterásicos e os inibidores de NMDA, respectivamente a Rivastigmina, Galantamina, Donepezil e a Memantina.


Os critérios para seleção do medicamento a ser utilizado são baseados no estágio da doença, e com o passar do tempo será necessário alterar doses e modificar a droga em uso.


Normalmente se inicia com um dos três anticolinesterásicos, podendo ou não ser associado à Memantina em estágios mais avançados. A Memantina pode ser usada isoladamente também. Quando o paciente apresenta alterações de comportamento importantes, o médico pode adotar o uso de drogas de suporte, como antidepressivos, antipsicóticos, calmantes, dentre outros.


Atenção, nenhum dos medicamentos citados deve ser usado sem que haja indicação e prescrição médica. O acompanhamento do uso destes medicamentos pode ser feito pelo farmacêutico, com ênfase no monitoramento das reações adversas, adesão e outros problemas relacionados a medicamentos.


Na dúvida sobre medicamentos, procure sempre um farmacêutico.


Gustavo Alves Andrade dos Santos

Farmacêutico, Doutor em Biotecnologia

Coordenador do grupo de Cuidado farmacêutico ao Idoso do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.

Twitter: @gustavofarmacia

Instagram: @gusfarma Email: gusfarma@hotmail.com


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