Mães que usam antidepressivos durante a gravidez podem ter filhos com dificuldades de aprendizagem.



Um estudo recente, da Universidade de Manitoba, no Canadá, foi publicado na revista Pediatrics e traz um dado que merece atenção: crianças filhas de mães que consumiram antidepressivos das classes ISRS (fluoxetina, sertralina) e ISRSN (venlafaxina, duloxetina) apresentaram um risco aumentado de déficit de linguagem e cognição, além de um aumento de vulnerabilidade no desenvolvimento. O artigo pode ser lido no link https://pediatrics.aappublications.org/content/145/5/e20191157


O estudo original, denominado Original “In Utero Antidepressants and Neurodevelopmental Outcomes in Kindergarteners”, foi feito pelos pesquisadores médicos do Centro de Política de Saúde de Manitoba, Drs Deepa Singal e Dan Chateau, entre outros, que examinaram mais de 3.000 crianças cujas mães tiveram transtorno de humor / ansiedade durante a gravidez entre 1996 e 2014. As mães foram divididas em dois grupos: aquelas que tomaram antidepressivos durante a gravidez e as que não tomaram. Os pesquisadores revisaram os dados do sistema educacional para examinar a saúde do desenvolvimento dessas crianças quando chegaram ao jardim de infância. Eles usaram o Early Development Instrument (EDI), que é um questionário administrado por professores que analisa cinco áreas: saúde física e bem-estar; linguagem e desenvolvimento cognitivo; competência social; maturidade emocional; e habilidades da comunidade e conhecimentos gerais. As crianças expostas a um antidepressivo IRSS / IRSSN no útero tiveram maior probabilidade de pontuar baixo em duas ou mais áreas do que aquelas que não foram expostas. As crianças do grupo exposto também tiveram um risco significativo de pontuação baixa em linguagem / cognição.


“Nossas descobertas suscitam a preocupação de que esses medicamentos não sejam benignos para o feto em desenvolvimento. Este estudo destaca a importância de apresentar uma abordagem mais ampla para gerenciar a saúde mental materna, especialmente a consideração de abordagens não farmacológicas”, disse o Dr. Singal.


É fundamental observar que a depressão não tratada também pode causar danos às mães e ao filho em desenvolvimento, pois as mulheres grávidas deprimidas têm menos probabilidade de procurar atendimento pré-natal adequado, podem não estar recebendo nutrição adequada ou dormir o suficiente e, estando em um estado de depressão, têm aumento do risco de depressão pós-parto e abuso de álcool e substâncias. As pacientes devem avaliar os riscos e benefícios do uso de antidepressivos com seus médicos antes de tomar a decisão de interromper ou começar a tomar antidepressivos durante a gravidez.


Essas descobertas são particularmente relevantes durante a pandemia do COVID-19, uma vez que o distanciamento social, o isolamento e as interrupções na vida cotidiana e no emprego aumentam o risco de ansiedade e depressão na população. Além disso, o estudo aponta para a necessidade de intervenção precoce e de apoio a filhos de mães que sofrem de depressão / ansiedade durante a gravidez.


A publicação original da Neurosciences News está em https://neurosciencenews-com.cdn.ampproject.org/c/s/neurosciencenews.com/ssri-pregnancy-cognition-16288/amp/


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